VELHO ETERNO
(Tributo ao Juquinha da Serra)
Sereno velho
Que andou pela estrada
De pó vermelho enluarada
Feito andarilho
Pela vida rupestre
Dos campos de outrora
Catou flores, pisou riachos
Cristalizou-se
Em múltiplas manifestações
Aprendeu a ser gente semeando
sempre-vivas nas mãos de quem
Encontrava pelo caminho afora
Sonhou ser um viajante
Perambulando por
Buléias e viu muitos lugares
Não morreu, mas fez-se eterno
como um monge esculpido em pedra
Sobre as pedras do Cipó
Vive então pelas montanhas
Como luz de tantas cores
Como a mãe de todo ouro
Quis Deus assim que
fosse o velho de sorriso
eterno e olhar longínquo
Perto do ser
que é sábio,
Longe dos mares do sul
Toda a pureza tão clara
Feito água que desce a serra
Encheu-lhe as veias do corpo
Ainda anda pelos
Caminhos velhos
A entregar as flores
Perto eu sei que vive mesmo
Nos bosques e cachoeiras,
Na pura essência do néctar
José Patrício, Juquinha:
a mais límpida das expressões
Do homem que veio da terra.
(Tributo ao Juquinha da Serra)
Sereno velho
Que andou pela estrada
De pó vermelho enluarada
Feito andarilho
Pela vida rupestre
Dos campos de outrora
Catou flores, pisou riachos
Cristalizou-se
Em múltiplas manifestações
Aprendeu a ser gente semeando
sempre-vivas nas mãos de quem
Encontrava pelo caminho afora
Sonhou ser um viajante
Perambulando por
Buléias e viu muitos lugares
Não morreu, mas fez-se eterno
como um monge esculpido em pedra
Sobre as pedras do Cipó
Vive então pelas montanhas
Como luz de tantas cores
Como a mãe de todo ouro
Quis Deus assim que
fosse o velho de sorriso
eterno e olhar longínquo
Perto do ser
que é sábio,
Longe dos mares do sul
Toda a pureza tão clara
Feito água que desce a serra
Encheu-lhe as veias do corpo
Ainda anda pelos
Caminhos velhos
A entregar as flores
Perto eu sei que vive mesmo
Nos bosques e cachoeiras,
Na pura essência do néctar
José Patrício, Juquinha:
a mais límpida das expressões
Do homem que veio da terra.
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