
POR ONDE SE ANDA
Permanecemos vendo a vida passar
E todos os olhares míopes
Construindo espasmos de loucura
Por onde se anda, por onde há ruas
E buracos espalhados de
Mentes estropiadas.
Falamos com Deus quando nos convém
E sentimos uma aura pesada no ar
De gente sem nada pra pensar
De gente sem gosto para amar.
Atravessamos pinguelas sobre a correnteza
Segurando em cordas esfiapadas
Fazendo juras de amor falso
Cuspindo pedaços de tristeza
Nas águas nervosas da nossa estupidez.
Espalhamos o medo aos nossos filhos
Mas o medo está dentro de nós.
É ele quem agarra nossas mãos nas
Colunas feitas de areia que o
Nosso mar vomitou.
Quando a chuva passar vamos passear
De mãos dadas com o vento
E colher flores no imenso campo
Que irá sobrar desta balbúrdia.
Sérgio – Uma poesia por dia – novembro/2007
Permanecemos vendo a vida passar
E todos os olhares míopes
Construindo espasmos de loucura
Por onde se anda, por onde há ruas
E buracos espalhados de
Mentes estropiadas.
Falamos com Deus quando nos convém
E sentimos uma aura pesada no ar
De gente sem nada pra pensar
De gente sem gosto para amar.
Atravessamos pinguelas sobre a correnteza
Segurando em cordas esfiapadas
Fazendo juras de amor falso
Cuspindo pedaços de tristeza
Nas águas nervosas da nossa estupidez.
Espalhamos o medo aos nossos filhos
Mas o medo está dentro de nós.
É ele quem agarra nossas mãos nas
Colunas feitas de areia que o
Nosso mar vomitou.
Quando a chuva passar vamos passear
De mãos dadas com o vento
E colher flores no imenso campo
Que irá sobrar desta balbúrdia.
Sérgio – Uma poesia por dia – novembro/2007
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